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I. Nascidos de Deus
“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos” (1 Jo 5.2).
João ensina que a verdadeira fé em Jesus expressa-se em nossas vidas. Desde o momento em que vivenciamos amor aos outros e a Deus. E decidimos por nós mesmos obedecer aos seus mandamentos, passamos a entender o que é verdadeiramente nascer de novo.
II. Os Filhos de Deus e o Amor
João, anteriormente, disse que é uma característica do filho de Deus amar, uma vez que Deus é amor (4.7,8). Agora ele demonstra de igual modo que é uma característica do filho de Deus ser amado por aqueles que também são membros da família de Deus.
Todos acreditam que o amor é importante, mas o amor é normalmente considerado como um sentimento. Na verdade, é uma escolha e uma ação, como 1 Coríntios 13.4-7 demonstra. Deus é a fonte de nosso amor: Ele nos amou o suficiente para sacrificar seu Filho por nós. Jesus é nosso exemplo do que significa amar; todas as coisas que Ele fez em sua vida e morte deve ser considerada supremas demonstrações de amor. O Espírito Santo nos dá o poder de amar (Rm 5.5). Ele vive em nosso coração e nos torna cada vez mais parecidos com Cristo. O amor de Deus sempre envolve uma escolha e uma ação e nosso amor deve ser como o dEle. Como você demonstra seu amor a Deus em suas escolhas e atitudes?
João diz, “Deus é amor” e não “o amor é Deus”.
Nosso mundo, com sua visão superficial e egoísta do amor, distorceu estas palavras e contaminou a nossa compreensão em relação ao amor. O mundo pensa que o amor é o que faz uma pessoa se sentir bem e que não há problema em sacrificar os princípios morais e os direitos dos outros a fim de obter tal “amor”. Mas este não é o verdadeiro amor; é exatamente o oposto — o egoísmo. E Deus não é este tipo de “amor”. O verdadeiro amor é como Deus, que é Santo, Justo, e Perfeito. Se verdadeiramente conhecermos a Deus, amaremos como Ele ama.
III. Os Filhos de Deus e a Obediência
O amor separado da obediência aos mandamentos de Deus não é amor. Assim, João imediatamente passa do amor para a questão dos mandamentos de Deus, dizendo “porque esta é a caridade de Deus, que aguardemos os seus mandamentos”. Com frequência os cristãos tentam transformar o amor por Deus numa experiência meramente emocional, mas João não permite isso; o amor pelo próximo significa o amor que se expressa “por obra e em verdade” (3.18). De igual modo, o amor por Deus significa um amor que se expressa na obediência aos seus mandamentos.
IV. O Tríplice Testemunho
A melhor explicação para o tríplice testemunho (5.6,7) é a apresentada por Tertuliano, no século segundo. “O Espírito é o Espírito Santo. A água é o batismo de Jesus pelo qual ele afirma a sua identidade conosco enquanto seres humanos. O sangue foi o vertido na cruz, através do qual ele aperfeiçoou a nossa salvação.
Os três testemunhos acima são objetivos. O Espírito realizou milagres através de Jesus. O Pai confirmou sua identidade no batismo e o Filho morreu, de fato, sobre a cruz, acontecimento este testemunhado por dezenas de pessoas. Quando alguém testemunha externamente de Jesus, Deus o Pai nos dá um testemunho no coração. A fé atua como o próprio testemunho. Ao crermos, de alguma forma sabemos que a história de Jesus é verdadeira. E nossa certeza é confirmada pela forma como Deus passa a atuar em nossas vidas.
Conclusão
Quem crê no Filho de Deus tem a vida eterna. Ele é tudo o que você precisa. Você não necessita esperar pela vida eterna, porque ele começa no momento em que você crê. Você não precisa trabalhar por ela, porque já é sua. Você não precisa se preocupar, porque recebeu a vida eterna do próprio Deus — e está garantida. Apenas mantenha-se fiel ao Senhor.
Reflexões:
Amamos a Deus de fato?
Obedecemos aos mandamentos dEle?
Cremos em Jesus Cristo como o Filho de Deus?
Novo Nascimento | |
Razão | Tornar-se filho de Deus para ter acesso ao Reino dEle (Jo 3. 3) |
Base | A experiência espiritual, a origem celestial e a obra expiatória de Cristo. (Jo 3. 11-15) |
Meios | Lavagem da regeneração e renovação do Espírito. (Tt 3. 5) |
